Filme: Extraordinário

Filmes postado por Inara Souza em 16 de fevereiro de 2018

Extraordinário (no original, “Wonder”) foi lançado no Brasil em dezembro do ano passado. O filme é baseado no livro homônimo escrito por R. J. Palacio, que apresenta uma história linda, emocionante e sincera sobre um garotinho que, apesar de todas as dificuldades, sabe sorrir para a vida e enfrentar os obstáculos com força de caráter.

Auggie (Jacob Tremblay, de “O quarto de Jack”) nasceu com uma doença genética rara que causou deformações em seu rosto. Mesmo após 27 cirurgias, o rosto do garoto ainda não é exatamente comum. E comum é tudo o que Auggie gostaria de ser, para não precisar lidar com os olhares de curiosidade e piedade das outras pessoas. Adultos podem esconder suas emoções quando olham para ele, mas as crianças são mais sinceras, e Auggie de repente está cercado delas.

Após 10 anos sendo educado em casa pela mãe, chegou a hora do menino frequentar uma escola de verdade. Sua mãe, Isabel Pullman (Julia Roberts), está convencida de que é o melhor para o garoto. Pouco antes das aulas começarem, Auggie visita a escola e conhece 3 de seus colegas de classe: Jake Will (Noah Jupe), Charlotte (Elle McKinnon) e Julian (Bryce Gheisar). Jake vai se tornar o melhor amigo de Auggie com o tempo, mas essa amizade não será nada fácil, embora trará a ambos um aprendizado gigantesco sobre o valor de uma amizade verdadeira.

O filme é narrado não apenas pela perspectiva de Auggie, mas também de diversos outros personagens da história, como Via (Izabela Vidovic), irmã de Auggie, que apesar de ser uma garota incrível e amar o irmãozinho de todo o coração, sempre se sentiu negligenciada pelos pais por conta da doença de Auggie, que sempre teve toda a atenção desde que nasceu. Sua própria amizade com Miranda (Danielle Rose Russel), sua amiga de infância, anda estremecida e a garota vai passar por alguns momentos bem difíceis também.

Jack Will me cativou completamente. O garotinho é do time dos garotos de bom coração e não demora muito para que ele note o valor de Auggie, o quanto o menino é inteligente, leal e um bom amigo. Ele chega mesmo a defender Auggie em diversas situações e a amizade de ambos é um dos pontos altos do filme.

Julia Roberts está incrível no papel de Isabel, mãe de Auggie. É uma mulher que abandonou tudo para cuidar do filho e faz isso de uma maneira sincera, carinhosa e firme. Apesar do desejo de envolvê-lo em uma bolha para evitar que o menino sofra, Isabel sabe que precisa deixá-lo lidar com os próprios problemas, para que amadureça e aprenda a conviver com sua deformidade da melhor maneira possível. Ela e o pai de Auggie, Nate, interpretado por Owen Wilson, são a base sólida de Auggie.

Eu já tinha ouvido falar muito sobre o livro e também sobre o filme e confesso que esperava algo do tipo para desidratar. Esperava um filme intenso, de rasgar a alma, o que não aconteceu.

Entenda: não é que o filme não seja emocionante, mas toda a história é narrada com uma sensibilidade tão grande, e a personalidade de Auggie é construída de uma maneira tão sólida que, mesmo nas cenas mais impactantes e de maior teor emocional, o telespectador é levado a agir e sentir como Auggie. Há um primeiro impacto e então o menino procura encarar a situação da melhor maneira possível, como quando visualiza Chewbacca no meio da escola, transformando uma situação triste em um momento divertido.

É um filme para ver com as crianças e ensiná-las desde cedo o quanto as aparências não querem dizer nada sobre ninguém. Sobre o quanto cada um tem o seu valor e sobre o quanto as nossas ações estão muito acima e além dos nossos pensamentos. Como cita o professor de Auggie logo no começo do filme: “quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil”. Ou quando o diretor da escola fala para Julian e os pais: “… ele não pode mudar o que ele é, mas podemos mudar a forma como ele é visto”.

E você, já viu o filme?

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