Filme: Escritores da Liberdade

Baseado em fatos reais, Escritores da Liberdade (no original, Freedom Writers) é uma história comovente e instigante. O ano é 1992, em Los Angeles, EUA. Época de segregação e racismo, onde a intolerância entre grupos étnicos atingiu às salas de aula. A integração fez com que as escolas virassem campos de guerra. É nesse cenário desastroso que Erin Gruwell adentra quando aceita ensinar uma turma de adolescentes “problema”; não fosse a questão racial, alguns desses alunos estão na escola apenas para cumprir uma decisão judicial, e quase todos eles pertencem a uma gangue.

Contrariando o pai e o marido, Erin Gruwell aceita o desafio de ensiná-los. Suas expectativas a respeito desse novo desafio são frustradas logo no primeiro dia de aula, quando ela percebe, logo nos primeiros minutos de convivência com os alunos, que eles não esperam absolutamente nada dela, apenas que os deixem em paz. Não querem aprender; a escola, para eles, é só outra espécie de prisão. Eles não acreditam que aprenderão dentro daquelas paredes algo útil à vida nas ruas, onde você está sujeito a levar um tiro ao pôr os pés para fora de casa.

Mesmo quando sua primeira aula revela-se um desastre, e mesmo percebendo nitidamente o desinteresse dos alunos, Erin Gruwell não desiste. Após tentar o diálogo, e falhar miseravelmente mais uma vez, a professora decide entregar a cada um dos alunos um caderno. Nele, ela os convida a escrevem fatos cotidianos de suas vidas, o que pensam, seus sonhos, a letra de uma música, enfim, qualquer coisa, desde que nunca deixem de preencher o caderno, nenhum dia sequer. Ela ainda se prontifica a lê-los, desde que eles o permitam.

Por meio dessa troca de experiência, a professora começa a entender mais e mais a respeito da vida de seus alunos, e, ao tratar de temas como o holocausto, e indicar leituras como “O Diário de Anne Frank”, ela começa a fazê-los se interessar pelas aulas, e, acima de tudo, uns pelos outros. Com isso, ela começa a mostrar a eles o que a intolerância já causou, e o que ainda pode causar se eles não aprenderem, definitivamente, que são semelhantes, ainda que diferentes.

Logo nos primeiros minutos do filme, você percebe o idealismo nos olhos de Erin Gruwell (interpretada, é claro, por Hillary Swank, que, propositalmente, cumpre bem o seu papel, bem como o fez nos filmes “Menina de Ouro” e “Meninos não Choram”). Você percebe, através das falas de Swank, o quanto aquilo, a decisão de se tornar uma professora, é importante para Erin. Ela tem o dom. Mais que isso: ela tem a paixão necessária.

Eu não conhecia a história nem sabia da existência do livro, que foi lançado pelos escritores da liberdade no ano de 1999, e que é uma junção dos diários de todos os alunos da professora Erin Gruwelll. Uma história real, que aconteceu, uma história instigante, emocionante, uma verdadeira lição de vida, e, principalmente, de humanidade.

O filme, de uma maneira simbólica e efetiva, mostra o poder transformador da educação, e que, somente por meio dela, um país pode crescer e se desenvolver com qualidade. Uma verdadeira aula  para os nossos governantes, que ainda não entenderam que só com educação de qualidade se constrói um país melhor para todos.

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Sobre o Autor

Inara Souza
Inara Souza

24 anos, interior de São Paulo. É formada em Engenharia Civil e pós-graduada em Arquitetura de Interiores. Criou o Casinha Arrumada para falar das coisas que mais ama e compartilhar histórias. É apaixonada por decoração, livros, músicas e séries de TV. Siga nas redes sociais: Instagram - Facebook - YouTube - Pinterest

6 Comentários

  1. Oi, Náh!
    Quando entrei no blog e vi Escritores da liberdade eu pensei: não acredito que ela postou o meu filme preferido *_________*
    Assisti incontáveis vezes. Quando conhecia história da Erin, guardei para sempre como um exemplo. É claro que nem sempre é possível ter sucesso com uma turma como ela teve com esta, mas o mais importante de tudo nesse filme, é a esperança que ela tem.
    Filme perfeito 🙂

    Beijos ;*
    Tati

  2. Oie 😀

    Nossa eu assisti esse filme há 3 anos na escola e até hoje lembro dele , realmente e um filme encantador .

    Para todas as idades esse filme retrata muito bem o cotidiano dos menos favorecidos e o modo como a professora faz com os alunos e incrível , sua resenha ficou perfeita beijos !

    euvivolendo.blogspot.com ( comenta lá 😀 )

  3. Muito bom esse filme, ainda lembro a primeira vez que vi, no meu antigo colégio e pensei deve ser mais um filme chato que a professora trouxe só pra ver se choca os alunos bagunceiros da sala, mais me enganei totalmente. Tem uma sensibilidade incrível e foge dos clichês da maioria dos filmes desses gêneros. Particularmente achei um dos melhores filme que a Mtv já produziu, e ainda mais foi partir desse filme que ouvi falar sobre o livro de Anne Frank, que simplesmente é perfeito. Então esse filme, não foi apenas mais um filme chato, para ver se dar jeito nos bagunceiros, e sim é um filme para toda sala. Aliais, para toda as pessoas assistir.
    Até a próxima. http://desventuras-em.blogspot.com.br/


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