Filme: O Guarda-Costas

Muitas pessoas já haviam comentado comigo a respeito do filme O Guarda-Costas. A curiosidade apertou e eu decidi que assistiria ao filme, que, na década de 90, obteve duas indicações ao Oscar e popularizou a música I Will Always Love You, o tema mais famoso da carreira de Whitney Houston. A produção foi um sucesso que resultou na arrecadação de mais de US$ 410 milhões em todo o mundo, segundo a revista Veja. Várias citações referem-se ao O Guarda-Costas como um filme que “marcou gerações”. O enredo não é particularmente incrível, mas as atuações de Kevin Costner e Whitney Houston são. Sinceramente? Nunca vi tanta química entre dois personagens de um filme antes.

Basicamente, o filme conta a história de Frank Farmer, interpretado magistralmente por Kevin Costner, um ex-agente do serviço secreto contratado para proteger Rachel Marron, interpretada por Whitney Houston, uma grande cantora e atriz que está sendo ameaçada de morte por um fanático que parece estar mais próximo do que todos imaginam.

Enquanto escrevo essa crítica, e enquanto tento organizar as imagens do filme na minha cabeça, tudo o que me vem à mente é o sorriso de Kevin Costner e Whitney Houston, respectivamente como Frank e Rachel, enquanto conversam à mesa na primeira vez em que saem efetivamente juntos. Eu faço uma ideia minimamente remota do que eles estavam falando, mas me lembro bem dos sorrisos. O tipo de sorriso de quem está a vontade com o personagem. O tipo de sorriso de quem sabe bem como brincar com o espectador e convencê-lo a continuar ali, sentado, com os olhos grudados na tela. A menos que eu seja a única louca esquizofrênica que reparou nisso, quem assistiu ao filme deve saber exatamente do que eu estou falando.

Eles convencem. É quase loucura acreditar que Whitney Houston teve problemas com a maquiagem durante o teste porque não acreditava ser boa o bastante para o papel, como contou Kevin Costner durante a cerimônia de enterro de Whitney Houston. Como eu disse no início dessa resenha, o enredo não é particularmente instigante, e é quase fácil demais identificar quem está por trás das cartas de ameça de morte, mas as atuações, tanto de Costner, como de Houston, são brilhantes.

Ele, um agente durão, um guarda-costas que leva a sério sua profissão… Ela, uma cantora e atriz brilhante, amante do palco, da música… Eu ainda me lembro do momento em que ela, Rachel, brinca com ele, Frank, sobre a mulher que ele amava ter morrido enquanto ele a protegia. Frank faz cara de sério, e o sorriso de Rachel esmorece, e ele a faz acreditar, durante alguns poucos segundos, de que isso aconteceu realmente, antes de confessar, sorrindo, que ela simplesmente deixou de amá-lo. E eu me lembro dela perguntar se ele morreria por ela. E ele dizer simplesmente que “era seu trabalho”. E ela franzir o cenho e arriscar: “por qualquer um?”. E ele acenar com a cabeça novamente. … Quantas pessoas realmente morreriam “por qualquer um”?

Se fosse para resumir o filme em uma frase, eu diria que O Guarda-Costas é aquele tipo de filme que faz você sair da sala de cinema com um sorriso no rosto e uma tristeza ao mesmo tempo terna e saudosa no peito.

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Sobre o Autor

Inara Souza
Inara Souza

24 anos, interior de São Paulo. É formada em Engenharia Civil e pós-graduada em Arquitetura de Interiores. Criou o Casinha Arrumada para falar das coisas que mais ama e compartilhar histórias. É apaixonada por decoração, livros, músicas e séries de TV. Siga nas redes sociais: Instagram - Facebook - YouTube - Pinterest

11 Comentários

  1. Cara…que post maravilhoso. Vc não vai acreditar no que eu estava vendo agora..exatamente esse filme com a namorada do meu irmão. Eu posso assistir O Guarda Costas milhões de vezes que sempre choro. Não imagino como seria uma nova versão desse filme mas segundo o que andam falando pelo jeito vai ter mesmo.=( E me parece que a atriz será a Rihanna.

  2. Eu sou tão apaixonada por esse filme, é incrível que você nunca tenha assistido, é um clássico da sessão da tarde e do Cine espetacular no SBT. A trilha sonora é um caso a parte, sou apaixonada por todas as músicas.
    É um filme clichezão que sem dúvida o final não te surpreende muito, mas vale a pena por ter uma história tão linda e romântica.

    Beijos
    Caline – Mundo de Papel

    • Ei, Caline, eu sou a alienação em pessoa, sabe não? kkkkk Nem eu acredito que nunca tinha assistido esse filme antes… Mas gostei muito! É verdade, a história não surpreende, mas a parte romântica vale a pena!

      Beijos!


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