Tem coisa mais gostosa do que uma casinha linda e arrumada cheia de coisinhas fofas? Aqui no blog a gente ama cozinhas lindas e inspiradoras! Eu amo observar os detalhes e a gente sempre acaba encontrando um item (um prato, uma leiteira ou um copo) que faz toda a diferença na decoração! Foi pensando nisso que eu criei esta listinha com 35 itens fofos de decoração para a sua cozinha que vão deixar a sua cozinha ainda mais linda, gostosa, divertida e aconchegante! Olha só:

 

 

1. Lata para guloseimas
2. Bule de chá
3. Prato de bolo
4. Açucareiro Moça
5. Panela leopardo
6. Mixer de chocolate

 

 

7. Balde Coke
8. Prato Provance
9. Tábua para corte em formato de coração
10. Torradeira Hello Kitty
11. Kit de facas
12. Timer porquinho
13. Xícara para chá com pires
14. Redoma fofinho
15. Mini Café Expresso

 

 

16. Molde para ovo em formato de coração
17. Balde de pipoca
18. Leiteira de vaquinha
19. Lata para mantimentos
20. Prato raso Verona
21. Jogo americano
22. Lata para mantimentos florida
23. Lata para mantimentos copa e cozinha
24. Porta objeto de passarinho
25. Saladeira romântica
26. Pote de sorvete
27. Forma de gelo em formato de quebra cabeça
28. Bandeja amarela

 

 

29. Conjunto de xícaras
30. Luva Matrioska
31. Pote florido
32. Prato azul floral
33. Açucareiro
34. Lixeira azul de bolinhas
35. Bandeja Paris

 

Ataque de fofuras aqui no blog, hein?! Quem mais amou todos os itens da listinha?

Férias! Amamos, né? Eu adoro principalmente o fato de que sempre consigo fazer a minha pilha de leitura diminuir um pouquinho nesse período! E eu aposto como muitas de vocês se sentem da mesma maneira e adoram a companhia de um livro, seja durante uma viagem gostosa com os familiares e amigos ou mesmo quem vai passar as férias em casa. Um livro é sempre uma companhia bacana e um bom remédio para o tédio. Foi pensando nisso que eu decidi separar 12 livros para ler nas férias dos quais eu gosto bastante para indicar como leitura para vocês!

 

Vocês sabem que eu tenho um gosto bem peculiar por livros que se passam durante a Segunda Guerra Mundial ou mesmo livros que tratem de assuntos polêmicos e densos, daqueles que nos fazem chorar litros. Por isso, não faltam livros desse tipo na listinha que eu criei! Mas como férias é um período para relaxar e se divertir, também selecionei romances mais levinhos e divertidos (os quatros primeiros, por exemplo)! A escolha fica a critério de vocês! Mas garanto que todos eles prometem uma boa leitura e bons momentos! Divirtam-se!

 

 

♥ Anna e o Beijo Francês (Stephanie Perkins)
Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto – que tem namorada. Ele e Anna se tornam amigos próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer? 

 

♥ Lola e o Garoto da Casa ao Lado (Stephanie Perkins)
Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em figurinos. Quanto mais expressiva for a roupa – mais brilhante, mais divertida, mais selvagem – melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket – um inventor habilidoso – sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da casa ao lado.

 

♥ Qual Seu Número? (Karyn Bosnak)
Delilah Darling tem quase 30 anos e já se relacionou com 19 rapazes. Sua vida sentimental não tem sido exatamente brilhante, pois todo cara que conhece parece fugir do relacionamento. Quando lê uma matéria no jornal em que a média de homens para uma mulher de 30 anos é de 10,5, fica desesperada e assustada por estar muito acima dela. Além de tudo, o artigo no jornal terminava falando que, se a mulher tivesse o número acima dessa média, seria impossível encontrar a pessoa certa. Na tentativa de não aumentar seu número e perder de vez a chance de se casar, Delilah sai à procura de seus antigos namorados e tenta reconquistá-los.

 

♥ Dizem por aí… (Jill Mansell)
O namorado de Tilly Cole acaba de se mudar do flat deles com metade de suas coisas. Sem nada para prendê-la, Tilly decide morar mais perto de sua melhor amiga, Erin, em um vilarejo minúsculo em Cotswolds. Lá, Tilly é contratada como faz-tudo em uma empresa de design de interiores. Para sua surpresa, a cidade pequena transborda escândalo, sexo, fofoqueiros e boatos, focados basicamente em Jack Lucas, o homem lindo de muita classe e melhor amigo de seu chefe. Todos falam para Tilly ignorar o encanto por Jack, que ela será apenas outra em sua cama se ela se deixar levar, mas Tilly, que trabalha ao lado de Jack, enxerga uma parte carinhosa e cuidadosa dele que não é revelada à cidade. É impossível que ele seja a mesma pessoa de quem todos falam. Ou é possível? Tilly deve separar os fatos da ficção e seguir seu instinto neste divertido romance moderno.

 

 

♥ A Vida em Tons de Cinza (Ruta Sepetys)
Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria. Lá, passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mais tarde, Lina e sua família, assim como muitas outras pessoas com quem estabeleceram laços estreitos, são mandadas, literalmente, para o fim do mundo: um lugar perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável, a noite dura 180 dias e o amor e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los vivos. A vida em tons de cinza conta, a partir da visão de poucos personagens, a dura realidade enfrentada por milhões de pessoas durante o domínio de Stalin. Ruta Sepetys revela a história de um povo que foi anulado e que, por 50 anos, teve que se manter em silêncio, sob a ameaça de terríveis represálias.

 

♥ A Chave de Sarah (Tatiana de Rosnay)
Julia Jarmond é jornalista e recebe como pauta escrever um artigo sobre os 60 anos do episódio conhecido no país como “a concentração de Vel’d’Hiver”, quando 13 mil judeus foram trancafiados durante uma semana, em condições miseráveis, no maior velódromo da cidade de Paris. Na época, Sarah era apenas uma garotinha de 10 anos de idade. Presa pelos franceses, Sarah, juntamente com o pai e mãe, é enviada para o Velódromo d’Hiver. Em sua casa, preso dentro de um armário, está seu irmãozinho de apenas 4 anos. Aquele a quem Sarah pensara estar protegendo quando o trancafiara no armário, prometendo-lhe, ao esconder a chave, que voltaria logo para buscá-lo, assim que aquilo tudo houvesse acabado. Unindo ambas as histórias, passado e presente, Tatiana de Rosnay nos oferece uma história arrebatadora, que choca e alarma, ao mesmo tempo em que, por meio de bocadinhos doces de esperança, retrata fielmente a verdadeira natureza humana.

 

♥ Garotas de Vidro (Laurie Halse Anderson)
Lia está doente e sua obsessão pela magreza a deixa cada vez mais confusa entre a realidade e a mentira. Mas ela perde totalmente o controle quando recebe a notícia de que sua melhor amiga, Cassie, morreu sozinha em um quarto de motel. E o pior: Cassie ligou para Lia 33 vezes antes de morrer. O que começou como uma aposta entre duas amigas para ver quem ficaria mais magra tornou-se o maior pesadelo de duas adolescentes reféns de seus próprios corpos. Neste livro, Laure Halse anderson aborda de modo realista a dolorosa condição de jovens que sofrem de transtornos alimentares e sua complicada relação com o espelho e consigo mesmos.

 

♥ Belle (Lesley Pearse)
Londres, 1910. Belle, de 15 anos, viveu em um bordel em Seven Dials por toda sua vida, sem saber o que acontecia nos quartos do andar de cima. Mas sua inocência é estilhaçada quando vê o assassinato de uma das garotas e, depois, é pega das ruas pelo assassino para ser vendida em Paris. Sem poder ser dona de seu próprio destino, Belle é forçada a cruzar o mundo até a sensual Nova Orleans onde ela atinge a maioridade e aprende a aproveitar a vida como cortesã. A saudade de casa – e o conhecimento de que seu status como garota de ouro não durará muito – a leva a sair de sua gaiola de ouro. Mas Belle percebe que escapar é mais difícil do que imaginou.

 

 

♥ A Última Música (Nicholas Sparks)
Verônica Miller teve sua vida virada de cabeça para baixo quando seus pais se divorciaram e seu pai se mudou de Nova Iorque para Wilmington Beach. Três anos depois, ela continua zangada e alienada em relação aos seus pais, especialmente seu pai… até que sua mãe decide que seria melhor para todo mundo se Ronnie e seu irmão, Jonah, passassem o verão em Wilmington Beach. O pai de Ronnie, pianista e ex-professor, vive uma vida tranquila na cidade de praia, imerso na criação de um vitral para a igreja local. O conto se transforma em uma história inesquecível sobre o amor em suas diversas formas – o primeiro amor, o amor entre pai e filho – que mostra, de uma forma que só um romance de Nicholas Sparks é capaz, as diversas formas que um relacionamento pode quebrar nossos corações… e curá-los.

 

♥ De Volta para Casa (Karen White)
Cassie Madison fugiu de Walton, Geórgia, para Nova York quando soube que sua irmã, Harriet, e seu amor, Joe, tinham-na traído e iam se casar. Ao chegar em Manhattan, sua ideia era se reinventar, mergulhar de cabeça na carreira e até mesmo perder o sotaque provinciano. Tudo para apagar seu passado marcado pela traição e por uma família que não lhe tratara com o devido cuidado. Mas, numa noite, um único telefonema de sua irmã trouxe de volta tudo que ela pretendia esquecer…

 

♥ Questões do Coração (Emily Giffin)
Tessa Russo é mãe de duas crianças e esposa de um renomado cirurgião pediatra. Apesar dos avisos de sua mãe, Tessa recentemente abriu mão de sua carreira pra se focar na família e na busca da felicidade doméstica. Ela parece destinada a viver uma boa vida. Valerie Anderson é advogada e mãe solteira de Charlie que tem apenas 6 anos e nunca conheceu o pai. Depois de muitas decepções, ela desistiu do amor – e até mesmo das amizades – acreditando que é sempre mais seguro não ter muitas expectativas. Embora as duas mulheres vivam no mesmo subúrbio de Boston, elas tem muito pouco em comum além do amor pelos filhos. Mas numa noite, um trágico acidente faz suas vidas se encontrarem de um jeito inesperado. Em uma história alternativa e com vários pontos de vista, Emily Giffin nos emociona com um livro luminoso em que boas pessoas são pegas em circunstâncias insustentáveis. Cada um sendo testado de maneiras que nunca pensaram ser possível. E cada um deles descobrindo o que realmente importa.

 

♥ O céu está em todo lugar (Jandy Nelson)

Lennie Walker, de dezessete anos de idade, gasta seu tempo de forma segura e feliz às sombras de sua irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre abruptamente, Lennie é catapultada para o centro do palco de sua própria vida – e, apesar de sua inexistente história com os meninos, inesperadamente se encontra lutando para equilibrar dois. Toby era o namorado de Bailey, cujos sentimentos de tristeza Lennie também sente. Joe é o garoto novo da cidade, com um sorriso quase mágico. Um garoto a tira da tristeza, o outro se consola com ela. Mas os dois não podem colidir sem que o mundo de Lennie exploda…

 

E então, já escolheu o seu livro para ler nas férias?

Cuco por Julia Crouch

por Inara Souza      06/01/2014       12 comentaram

Cuco é um pássaro 
que rouba outros ninhos…

 

Cuco por Julia CrouchCuco por Julia Crouch

 

Título Original: Cuckoo
Autora: Julia Crouch
ISBN: 978-85-8163-022-9
Editora: Novo Conceito
Tradução: Tiago Novaes
Páginas: 461
Leia o primeiro capítulo.

 

Eu estava na metade do livro quando me alertaram sobre o final. Quando estava prestes a terminar a leitura, faltando apenas alguns poucos capítulos, eu me obriguei a protelar a leitura, com medo de que a autora realmente conseguisse ferrar com a história toda – afinal, eu estava realmente gostando de “Cuco”, primeiro romance da design e ilustradora Julia Crouch, mesmo que o enredo tenha se apresentado completamente diferente do que eu estava esperando. No fim, com tantas coisas diferentes borbulhando na minha cabeça, decidi terminar logo com isso e encarar o final – fechei o livro exatamente às 2:35h da madrugada de domingo. Não sei descrever exatamente o que senti enquanto os meus olhos percorriam as últimas linhas do livro, o arremate de uma história assustadoramente perturbadora. Não era desapontamento, nem raiva pelo final que Julia Crouch escolheu – era tristeza, profunda e simples. 

 

Cuco por Julia Crouch

 

Cuco é um thriller psicológico que, provavelmente, vai mexer com a sua cabeça também. Mexeu profundamente com a minha. Sou daquelas que realmente esperam as situações e os desfechos mais inusitados – o que, geralmente, me faz ficar frustrada. Assim como aconteceu comigo durante a leitura de Identidade Roubada, da autora Chevy Stevens, eu realmente fui incapaz de adivinhar o desfecho do livro. Cuco começa e termina de forma perturbadora. No entanto, não ouso encarar o final do livro de uma forma negativa; ele foi, sim, inesperado, completamente distante da solução “simples” que nós, leitores, teríamos escolhido se nos fosse dado essa chance, mas também foi mais “real” que qualquer outro, de uma forma, repito, “perturbadora”, por si só.

 

Cuco por Julia Crouch

 

De alguma forma, eu me identifiquei com a situação passada por Rose. Talvez por isso eu tenha dado crédito demasiado a ela, tentado, de alguma forma, entender o que se passou na cabeça dela durante todo o desenrolar do livro. Nós, criatura ignorantes, costumamos preferir ignorar o que está bem debaixo do nosso nariz. É fácil perceber a situação quando se está de fora dela, mas é muito difícil percebê-la quando nós somos os protagonistas do horror. Mais difícil ainda é enfrentar toda a situação e dar um basta quando é preciso. Não é impossível, eu digo, mas é difícil. É difícil quando é alguém que, afinal, não é tão próximo de você. Mas é ainda mais difícil quando você tem uma divida de gratidão para com a outra pessoa, quando você tem segredos que precisam permanecer trancados à sete chaves.

 

Rose tem segredos. Segredos em demasia. E Polly é a única que sabe de todos eles. Não fosse por Polly, Rose não saberia o que teria feito no passado, quando, ainda menina, os pais a expulsaram de casa. Sorte da pobre Rose de ter uma amiga como Polly para ampará-la. Polly, tão linda, tão sensual, tão vibrante e singular, capaz de atrair as pessoas como um imã. Polly, cujas músicas são tão cruas, sentimentos que brotam de dentro dela e os quais Polly é capaz de transformar em versos capazes de atrair uma verdadeira multidão de fãs entusiasmados.

 

“(…) Rose agarrou-a pelos ombros, sentindo os pequenos punhados de pele solta e músculos. O modo como a sua pele deslizava sobre os ossos subitamente remeteu Rose à rigidez do perdiz que ela depenou e estripou no outono anterior. Se Polly fosse um pássaro, quão fácil seria remover suas  penas, arrancá-las e separá-las de sua pele de ganso, atirando-as no ar, observando enquanto caíam, oscilantes, como um punhado de notas de cinquenta libras.” [pág. 376]

 

Nenhum personagem desse livro é “puro”. Nenhum deles pode ser chamado de “mocinho”, nem mesmo Rose. Todos eles tem segredos. Uma sujeirada de verdade, que me deixou com asco e nojo muitas vezes. Rose é subserviente, sim. E Polly é uma maluca desequilibrada, o tipo de pessoa que eu jamais, jamais, desejaria encarar nos olhos. Enquanto o livro avançava, tudo em que eu podia pensar era no brilho frio dos olhos de Polly. Juro que me arrepiei diversas vezes. De verdade, completamente. Eu deveria bater palmas para Julia Crouch por ter conseguido esse feito, fazer com que seus personagens tomassem vida dessa forma, mesmo que assustadora. Mas não vou. Porque ela me deu nos nervos. Eu seria capaz de estrangulá-la nesse momento. Por quê? Por ter sido capaz de esfregar essa realidade crua e perversa do mundo na nossa cara de um jeito tão puído e egoísta. Ninguém quer ler a vida. A vida a gente vive porque precisa viver. Não queremos isso nos livros. Queremos?

 

Cuco por Julia Crouch

 

Antes que eu continue, quero dizer: não estou tentando justificar nada. Eu ODIEI o final, mesmo que tenha ficado verdadeiramente impressionada com ele. Mas o entendo, e entendo o motivo pelo qual Julia Crouch resolveu fazer a sujeirada que fez. Vou te dizer: Rose e Polly estavam metidas numa sujeirada tão grande, que era praticamente impossível que o livro conduzisse a um final diferente. Eu li as últimas páginas três vezes, e, então, fechei o livro e tentei imaginar um final diferente para o livro, só para poder mostrar para a autora o quanto ela fora mesquinha e egoísta, assim como os seus personagens. Mas não consegui. Revivi a história toda e não consegui encontrar um único ponto de fuga. Tente você, que já leu o livro. Tente encontrar um final diferente. Algo que não abalasse tudo ainda mais. Havia pessoinhas inocentes na história – lembre-se disso antes de começar o seu exercício.

 

Mas eu posso estar equivocada, é claro. Talvez a loucura incalculável desse livro tenha me atingido também. É nesses momentos que eu questiono se livros são realmente saudáveis. Afirmo: Cuco não é. E, enquanto penso no quanto esse resenha já está grande, ainda permaneço com aquele final idiota na cabeça. Tantos segredos… Essa idiota capacidade que algumas pessoas tem – muitas! – de se colocarem tão perversamente nas mãos de alguém. Por isso eu odeio segredos – de muitas formas. Rose poderia ter sido mais corajosa o livro todo, você pode estar pensando agora. Mas eu te digo: você não estava lá, portanto, não poderia saber. É como aquela passagem de Identidade Roubada, quando a protagonista comenta sobre o fato de que, quando alguém diz para você que o céu é verde, e repete isso várias e várias vezes, como se de fato acreditasse nisso, você começa a pensar se de fato não é maluco por pensar que ele é azul. Rose e Polly eram amigas desde sempre. Pelo menos elas repetiram a mesma ladainha tantas e tantas vezes, que começaram a acreditar nisso.

 

O ser humano é um bicho complicado, com sentimentos complicados. A inveja é o pior deles, de muitas formas. E quando a admiração casa com a inveja, as coisas ficam bem piores. Certa vez, eu li um livro que comentava sobre os “vampiros”, esse serem que não andam na noite nem se escondem, mas que vivem ao nosso lado, muito perto mesmo. Sugando e sugando e sugando mais e mais. Alguns não tem consciência do que fazem – outros tem prazer, pura e simplesmente. Reconhecê-los é difícil – mas o pior, o pior mesmo, é conseguir escapar da influência deles. Um dia, eu cheguei a duvidar disso. Dessas pessoas capazes de fazer mal sem um movimento das mãos. Não duvido mais.

 

Polly era assim. Devastadora em seu próprio cerne, corroendo tudo de fora para dentro. E, sempre, sempre com um brilho frio nos olhos e um sorriso doce nos lábios. Perturbadora, eu diria. Como esse livro. Que eu vou guardar no fundo da estante e não tocar nunca mais.

 

Se eu recomendo? Sabe, sinceramente, eu não sei. Decida você. Por sua própria conta e risco.