Eu tenho medo

por Inara Souza      19/03/2014       1 comentou

Eu tenho medo do escuro. Da solidão, da dor e do abandono. Tenho medo de cometer um erro terrível, de me arrepender amargamente, machucar alguém ou a mim mesma. Tenho medo do espectro no espelho, de todo o eu desconhecido que habita dentro de mim. Tenho medo das escolhas: das que eu já fiz e das que ainda terei de fazer. Até mesmo do tempo eu tenho medo; medo de que ele passe depressa demais, sem que eu perceba, medo de que tudo se acabe num sopro, num piscar de olhos desajeitado.

 

Eu tenho medo de deixar o amor escapar. De não vê-lo chegar. De deixá-lo passar por mim sem um sorriso ou uma lágrima de despedida. Eu tenho medo, receio, pavor de todos os erros que eu cometi na minha ânsia de acertar. De todas as palavras não ditas. E das que eu disse sem pensar.

 

Tenho medo dessas neuroses bobas. Dessa inconstância louca. Dessa tempestade no mar. Tenho medo de arriscar um beijo, um sorriso, um aperto de mão, um passeio de barco, um emprego, um aconchego, um lar, dinheiro, amor e felicidade. Até da chuva eu tenho medo, dessa capacidade dela de lavar o mal, de deixar tudo mais límpido, brilhante e transparente. Tenho medo de que me vejam de verdade, como sou por dentro, com cada um dos meus medos, acertos e erros.

 

Eu tenho medo dessa duplicidade das coisas, dessa certeza de que nada é o que parece ser e de que a verdade tem sempre duas faces. Eu sempre tive medo de escolher o lado errado. Acreditar demais, eu digo: houve um tempo em que eu era capaz; mas esse tempo esvaeceu no ar, como um sopro que nunca existiu. Porque eu tenho medo de me magoar. De novo.

 

Eu tenho medo de não ter tempo para aproveitar o presente. De perder tempo demais com o futuro. Das coisas ruins do passado eu simplesmente tento esquecer; os anos passam e você percebe que lembrar e remoer feridas antigas não valem assim tanto a pena.

 

As vezes, eu tenho medo de ter medo. De permitir que o meu medo me impeça de alcançar os sonhos e destinos traçados por mim e para mim. Tenho medo de ter medo de arriscar, de sorrir, de confiar e aceitar o que a vida tem a oferecer nesse instante, nesse minuto, nesse milésimo de segundo que já não existe mais.

 

Eu tenho medo do escuro. Do escuro da alma, não dos dias.

uso do gesso no Brasil vem crescendo significativamente, mas ainda é pouco se comparado a países como Europa, Estados Unidos e Japão. As vantagens do gesso na construção civil estão relacionadas não só ao preço dos produtos, mas ao fato de que este material apresenta um bom desempenho térmico e acústico. Além disso, é um produto de fácil aplicação e de muita versatilidade, o que possibilita um acabamento interior confortável e elegante. No geral, o gesso é usado em interiores como revestimento de paredes e tetos, divisórias em blocos ou painéis de gesso pré-moldado ou de gesso acartonado, forros (tetos rebaixados e sancas) e também na fabricação de móveis e elementos decorativos. E mais: outra vantagem de seu uso é que o gesso ajuda a esconder imperfeições, disfarçar vigas e ainda permite embutir cortinas e iluminação.

 

PAINÉIS DE GESSO ACARTONADO (DRYWALL)

 

As divisórias de gesso proporcionam um bom conforto térmico e acústico. Elas substituem as paredes de alvenaria e permitem a passagem das tubulações e fiação elétrica. As placas de gesso acartonado (drywall) recebem bem outros materiais de revestimento como cerâmica, pastilha de vidro, texturas, papel de parede e tinta acrílica ou PVA. As placas podem ser encontradas em diversos tamanhos e espessuras, vazadas ou não. Outra vantagem é a leveza: as paredes de gesso acartonado são bem mais leves que as paredes de alvenaria, o que garante ganho de ambiente, mais amplitude. É um material leve, rápido e fácil de ser instalado.

 

Parede de gesso acartonado (drywall) com nichos na sala de estar.

 

Parede de gesso acartonado (drywall) com nicho fazendo vezes de cabeceira da cama.

 

Meia parede de drywall com três nichos. (via)

 

Cabeceira estofada sobre painel de drywall revestido de papel de parede e espelhos. (via)

 

Painel de drywall com curva que integra espelho que também serve de apoio para a tv. 

 

FORROS, SANCAS E GALERIAS

 

Os forros de gesso podem ser usados para rebaixamento, esconder vigas aparentes, além de permitir a distribuição da iluminação nele próprio. Também podem ser criadas sancas com a iluminação embutida, o que proporciona um visual bem bacana. Além disso, o gesso permite que você crie uma galeria para a instalação de cortinas, escondendo os trilhos e deixando tudo ainda mais bonito.

 

Forro de gesso com iluminação embutida.

 

Forro de gesso com rebaixo e sanca com iluminação embutida acima da mesa de jantar.

 

Forro com tabica, que vem a ser esse espaçamento deixado entre o forro de gesso e a parede.

 

Forro de gesso e galeria com trilho da cortina embutido.

 

Detalhe de galeria, onde o trilho da cortina fica escondido.

 

Forro de gesso com rebaixo e iluminação embutida.

 

Você precisa saber (alguns aspectos importantes sobre o uso do gesso na decoração):

 

⇒ Os forros de gesso não foram dimensionados para suportar cargas de peso, ou seja, não saia por aí fixando ganchos para pendurar vasos ou outros objetos. A mesma coisa com as paredes: elas não suportam pesos em geral maiores que 10 kg. Se o objeto pesar entre 10 kg e 18 kg, ele deve ser instalado nos perfis. Para pesos maiores (por exemplo se você for pendurar armários na cozinha) precisa de pontos de reforço no gesso, no local onde eles serão fixados. Nos novos empreendimentos, os pontos de reforço das paredes de drywall estão marcados no memorial descritivo que deve ser entregue ao proprietário. Não havendo esse material, será preciso abrir as placas para conferir o se existe o reforço ou não, e onde ele está. No caso de colocação de portas em paredes de drywall, também é necessário um reforço, ou seja, é preciso a preparação de uma montagem estrutural.

 

⇒ Os forros de gesso nunca podem ser molhados, pois a água é capaz de alterar permanentemente as características do material. No caso de cozinhas e banheiros, onde há umidade, recomenda-se que os forros sejam repintados regularmente com tintas acrílicas, que são resistentes à umidade.

 

⇒ O gesso faz muita sujeira e por isso é sempre recomendável que você comece a sua obra por ele, antes mesmo do assentamento dos pisos e da pintura das paredes.

Para Sempre por Kim e Krickitt Carpenter

 

Para Sempre por Kim e Krickitt CarpenterTítulo Original: The Vow
Autores: Kim e Krickitt Carpenter
ISBN: 978-85-8163-008-3
Editora: Novo Conceito
Páginas: 144

 

No dia 24 de novembro de 1993, Kim e Krickitt Carpenter sofreram um acidente. Seu carro foi atingido por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. Enquanto Krickitt (que estava ao volante), lutava para manter o controle do carro que girava, a caminhonete veio por detrás e se chocou contra o carro, atingindo o lado do motorista. O impacto fez com que o carro saísse voando pelos ares. Ele voou, chocou-se contra o chão e rolou lateralmente, capotou e deslizou por 32 metros, de cabeça para baixo, antes de parar no acostamento da estrada, a oito quilômetros da divisa entre o Novo México e o Arizona.

 

Um ano antes, numa manhã de outono, em 1992, um rapaz ligou para o setor de atendimento ao consumidor da Jammin. Ele era treinador de uma equipe de basquete, e estava interessado em comprar jaquetas para o time. A jovem que atendeu ao telefone possuía uma voz carregada de alegria, nada parecida com as vozes de tédio com as quais ele já se acostumara.  Por isso, apenas alguns dias depois, ele ligou de volta ao departamento, com uma desculpa esfarrapada sobre querer mais informações na ponta da língua. A voz da garota o encantava, e a cada nova conversa (ele tornou a ligar outras vezes), seu desejo de conhecê-la aumentava ainda mais. Eles passaram então a trocar cartas. Pouco tempo depois, marcaram um encontro, que só provou o quanto já se sentiam ligados um pelo outro. A consequência foi o casamento.

 

“O que havia naquela pessoa (…) que fizera com que eu me sentisse como um adolescente nervoso e apaixonado?” [pág. 13] 

 

Esse jovem casal é Kim e Krickitt Carpenter. No ano seguinte, dois meses depois do casamento, o acidente aconteceu e fez seus sonhos ruírem. Krickitt sofreu uma lesão cerebral muito grave e passou semanas em coma. Quando acordou, não se lembrava do que havia se passado nos últimos anos. Não se lembrava de Kim. Do homem que jurou amar e honrar. Para ela, Kim Carpenter não passava de um desconhecido.

 

Com a linguagem poética da alma, Kim narra como ele e a esposa se conheceram, descreve cada detalhe do acidente e a dor ao saber que a esposa não se lembrava dele ou da vida que haviam sonhado construir juntos. Narra a luta desesperada para reconquistá-la, discorre sobre a fé e, principalmente, sobre o amor e o verdadeiro significado da família.

 

O livro não se detém nos detalhes. Nesse sentido, pode decepcionar você, leitor desavisado. O enredo é digno de um romance de Nicholas Sparks, mas não espere nada remotamente parecido quanto à narração, que é séria, contida, metódica e direta.

 

Você deve estar surpreso. Eu não deveria ter gostado do livro, justamente por a narração não ser exatamente como eu gostaria que fosse. Gosto de narrações elaboradas, vocês sabem. Mas não há como não se apaixonar por Para Sempre.

 

Isso porque essa é uma história real. O tipo de verdade que emociona simplesmente pela possibilidade de existir, de ter acontecido em algum cantinho remoto por aí. A história de um amor capaz de superar todas as barreiras, inclusive as do esquecimento.

 

“(…) o que eu tinha nas mãos era algo completamente desconhecido para mim: a vida em um mundo distante e nebuloso no âmbito emocional, espiritual e interpessoal, na qual minha esposa ainda estava ao meu lado, mas, ao mesmo tempo, não estava.” [pág. 87]

 

“Alguns meses após o nosso casamento, a mulher que eu amava aparentemente me odiava. E aquilo estraçalhava meu coração.” [pág. 94]

 

É por isso que esse livrinho, de apenas 144 páginas, vai parecer a você, ao final da leitura, muito maior do que realmente é. Em um mundo onde se banalizou o amor, o casamento e a própria concepção da família, Para Sempre vem caminhando na outra ponta, sensível e habilmente tocando corações e mentes. Uma história verídica de amor, esperança, fé e comprometimento, que vai comover você até as lágrimas.